. . Mania de Organizar e Viver Saudável

20/04/2017

Intercâmbio em Londres e a realização de um sonho

londres



Intercâmbio em Londres

Há tempos queria contar sobre o intercâmbio que minha filha fez em Londres. Mas sempre achei muito difícil, porque não saberia colocar tudo num post. Então, pensei em entrevistá-la. Achei que seria mais fácil se ela respondesse algumas perguntas.

No início, quando pedi que me falasse sobre o assunto, ela resistiu um pouco. Disse que ficaria triste por sempre querer voltar a Londres. Lembrar, traria alegrias, mas uma certa saudade, um gostinho de “quero mais”. Mas, depois concordou em responder minhas questões.

Demorou um pouco, por causa da falta de tempo dela em escrever as respostas. Resolvi então usar outra técnica e pedi que gravasse áudios com as respostas. Assim ficaria mais fácil para mim e para ela.

A realização de um sonho

Quando surgiu a ideia do intercâmbio, eu como mãe, sabia que seria possível em termos de finanças. Havíamos nos preparado para isso, como contei em Intercâmbio em Londres – um sonho possível. Mas, confesso que tinha um certo receio. Deixar minha filha sair do país, sozinha? Seria uma loucura se permitíssemos isso! Como mãe, no fundo não gostaria que saísse de perto de mim. Sempre tivemos um relacionamento de muito carinho uma com a outra. Mas ela cresceu, fui me acostumando com a ideia e tudo se materializou.


hyde park

A contratação do pacote, foi nos seguintes moldes: incluía o curso de inglês na escola Frances King e a moradia com duas refeições por dia - café da manhã e jantar. O almoço, lanches e transporte no dia a dia não estavam inclusos.

rio em londres


Quando surgiu a vontade de fazer o intercâmbio? O que te atraiu tanto nessa possibilidade?
Acho que foi de pesquisar na internet. Eu era fã do McFly, banda inglesa, desde novinha. Por pensar tanto na possibilidade de conhecê-los, virou sonho ir a Londres. Mas a viagem foi muito mais que isso. Tanto que estando lá, nem lembrava da banda.
Confesso que não achei que fosse possível, porque quando quis fazer o High School, meus pais não deixaram. Pensei que fosse por causa do dinheiro. Fiquei muito feliz quando soube que poderia ir.

Qual a sua idade quando fez o intercâmbio e quanto tempo permaneceu em Londres? Sentiu algum tipo de medo quando foi viajar?
Tinha acabado de completar 18 anos e permaneci por 12 semanas. Fui muito feliz nesse período e me senti “em casa”.
Senti medo por uns 3 minutos antes de embarcar, pela expectativa e uma espécie de ansiedade. E quando cheguei lá, senti medo de não ser aprovada na imigração. Me senti aliviada quando passei.
Quando se chega lá, é um choque e quando se tem que voltar, outro choque.

Gostou do local onde morou? E a comida, estranhou algum prato servido?
No primeiro dia não gostei do local. A dona da casa não estava e tinha pessoas estranhas, a casa cheirava a cigarro e achei tudo muito pequeno. Disse para minha mãe que achava que não queria ficar naquela casa. Porque é possível trocar de casa quando o intercambista não se adapta. Depois conheci a família que voltara de viagem e comecei a gostar. As acomodações eram boas e tinha um quarto só para mim. Talvez se eu tivesse ficado num alojamento estaria mais próximo de outros estudantes, mas gostei.
Não estranhei a comida, mas quando eles fazem macarrão, não colocam sal na água. O sal é colocado por cima. O restante, tudo normal. Teve um dia que fiz brigadeiro para a família.

acomodação intercambio

Em que estação do ano você esteve lá? Pegou muito frio?
Cheguei no final do verão, quase começando o outono. Naquele ano o verão tinha sido mais quente que o normal, (teve um Indian Summer). Depois esfriou bem, mas a temperatura mais baixa que peguei foi de 3 graus.

outono em londres

O aproveitamento do curso, foi bom? Você aprendeu algo novo?
O inglês que eu aprendi no Brasil, foi o americano. Tive então mais contato com o inglês britânico, com certas gírias, trocadilhos, coisas do dialeto popular que não aprendemos nas aulas. Essa foi minha maior aprendizagem. O curso também me abriu portas de relacionamentos com mais pessoas e fiz amizades. Por ser de segunda a sexta-feira durante a tarde inteira, houve mais convivência. Com alguns do grupo, ainda mantenho contato. Vão fazer parte da minha vida para sempre, mesmo à distância.

Como é o transporte e quais tipos você usou?

Usava ônibus para ir à escola (me deixava em frente) ou ia de trem e metrô. Comprei um tipo de passe que podia ir para qualquer lugar entre a Zona 1 e 3 (onde eu morava). Isso facilitou muito o meu ir e vir. Transporte eficiente e muito pontual (raramente atrasa). Não existe um descaso com a pontualidade.

transporte em londres

Você conseguiu conhecer lugares legais em Londres. Poderia citar algum favorito? Fez compras? Trouxe coisas legais na bagagem?
Meu lugar favorito era Camden Town, um bairro alternativo mais para o norte, com feirinhas, brechós, etc. Fiz todo o tour que os turistas fazem, mas chegou um tempo em que eu por me sentir muito "em casa", já não “turistava” tanto.
Minhas compras foram mais para o dia a dia e coisas para meu uso imediato. Comprei roupas que ainda uso e tinha algumas lojas que eu amava como Primark e Forever 21. Comprei livros num brechó porque era muito baratos. Para alguns amigos e familiares, comprei várias lembranças como chaveiros, ímãs e snow globes, além de chás e utensílios para o lar. Apesar de não ter ido com a intenção de comprar muitas coisas, precisei comprar uma mala grande para voltar para casa.

camden town

compras em londres

Fez viagens para conhecer lugares interessantes próximos a Londres? Assistiu a algum espetáculo teatral?
Sozinha, ficou meio difícil. Alguns dos amigos que fiz, moram lá perto de Londres e não era atraente para eles fazer essas viagens. Mas sim, viajei.
Fui a Milton Kings, à casa de um amigo do meu tio. Passei o final de semana com a família.
Fiz também uma excursão a Amsterdam que foi boa, mas se fosse hoje, iria por minha conta. Fiquei meio presa com horários e o hotel ficava longe do centro da cidade. Nem deu tempo de ir à casa da Anne Frank. Amei a cidade e moraria lá, com certeza! Não tem quase carros, mas muitas bicicletas. Não existe trânsito ruim e as pessoas são muito educadas. Criaria meus filhos lá.
Quanto a espetáculos teatrais, assisti The Lion King no  West End Theatre e Billy Elliot no Victoria Palace Theatre.

Bem, essa foi a entrevista. Espero que tenham gostado.
Voltou ao Brasil como se estivesse fazendo algo que não queria, meio triste. Ficou meio “assim”, meio estranha, meio “deprê”. 
Me disse que sente falta de lá todos os dias. Mas, nossa realidade de vida é aqui. Não daria para ela permanecer por mais tempo lá. Não tínhamos recursos para sustentá-la fora do país. Tenho certeza de que no futuro irá novamente, mas por sua própria conta. 

Sou grata e ficamos felizes em poder realizar esse sonho, afinal, ela é nossa única filha. Se não fizermos por ela, para quem faremos? Outras pessoas, a gente ajuda, mas filhos... a gente faz tudo por eles!


Este post participa da Blogagem Coletiva Semanal #52semanasdegratidão de Elaine Gaspareto, cujo objetivo é valorizar e compartilhar nossas pequenas e grandes alegrias... nossas vivências e aprendizados.







16/04/2017

A escolha profissional nem sempre é fácil


A escolha profissional nem sempre é fácil. São muitas opções que se colocam diante de nós. Eu por exemplo, fiz como graduação Educação Física, mas nunca exerci essa profissão além do estágio. Meu trabalho mais efetivo foi como professora de Informática. Mas essa graduação me abriu portas de trabalho em uma grande empresa e depois nas escolas (mesmo sendo outro conteúdo), por ter Licenciatura.

É importante estudar, mas decidir sobre uma escolha profissional aos 17 ou 18 anos é algo muito difícil. Conheço pessoas que gastaram dinheiro e tempo, para depois de meses ou até anos, desistirem. Para que a pressa? Considero ter que fazer essa escolha tão cedo, muito cruel. Um adolescente, na maioria das vezes ainda não tem maturidade para saber realmente o que quer ser/fazer na vida.

Sempre deixei claro para minha filha, que não era necessário ter pressa nessa escolha. Dizia a ela que tudo o que não queríamos era que começasse e desistisse, trazendo prejuízos. Em princípio, ela não sabia o que escolheria como carreira profissional. Mas, foram na verdade, muitas escolhas.

Universidade Estadual de Londrina


A saga de uma escolha profissional

Quando pequena, desejou ser médica pediatra e depois desejou ser psiquiatra. Quando tinha uns 10 a 12 anos, conheceu o Photoshop e Photoscape e fazia montagens de bandas como McFly de quem era fã. Então, quando estava no 1º ano do Ensino Médio desejou fazer Publicidade e Propaganda. No entanto, alguém a desestimulou dizendo que ela era muito tímida e que não daria certo. Internalizou aquela crítica e decidiu não querer mais.
Fez testes vocacionais que apontavam para muitas opções, mas nada era a cara dela. Apontaram para jornalismo e até para que fosse médica cirurgiã. Como na época ela estava vidrada em Greys Anatomy, achou que seria essa a melhor escolha. Pensou também em arquitetura. Saiu do Ensino Médio desejando fazer cinema (nessa escolha, me apavorei! risos), mas quando fez intercâmbio voltou-se novamente para a área de Publicidade e Propaganda.
Entrou no Cursinho Pré-Vestibular convicta desta última opção.  Mas, ao entrar em contato com questões de críticas sociais, sua visão abriu e desejou não contribuir para o consumo desenfreado de coisas pelas pessoas. Pensou então em Ciências Sociais.
Nessa época, em 2015, a questão da alteração ou não da maioridade penal, estava em alta. Nesse período, um colega de cursinho foi assassinado num assalto. Os comentários pesados nas Redes Sociais de que os menores deveriam ser mortos, a fizeram perceber a carência de ajuda. Lembrou-se de que numa discussão em grupo, esse colega havia exposto sua opinião de que não era a favor disso e ela concordava. Começou a pensar no que poderia fazer para ajudar menores de idade antes que entrassem para o mundo do crime. Escolheu então Psicologia, visando a Psicologia Social. Decidiu aos 47 minutos do 2º tempo. Já tinha feito inscrições para Publicidade em alguns vestibulares, mas trocou por essa nova escolha que agora era a definitiva.
Tirou uma nota razoável no ENEM e escolheu como 1ª opção, a UEL (Universidade Estadual de Londrina). Passou somente na 3ª chamada (presencial). Eram 5 vagas e ela pegou a última. O curso é de período integral e tem a duração de 5 anos.


Escolha da moradia em Londrina

No mesmo dia que estava em Londrina, conheceu duas garotas que queriam dividir um apartamento. Cada uma teria um quarto para si e dividiriam as despesas. Aceitamos a proposta, porque além do imóvel ser bom, a localização era boa também e vimos condições de arcar com essa escolha. Quinze dias depois ela já estava morando lá.
Foi tudo muito estranho, porque num dia eu tinha minha filha em casa e alguns dias depois já não tinha mais. Sempre fomos muito unidas e confesso que foi muito difícil vê-la partir. Até bateu uma certa tristeza por não poder abraçá-la todos os dias. Ela também chorou durante um bom tempo. Disse recentemente que já não chora mais. Já estivemos em sua casa algumas vezes para ficar um pouco com ela.

Mãe e filha


No início de abril, fez um ano que ela foi morar em Londrina e recentemente veio passar o mês de férias conosco. O 1º ano dela terminou em março e as férias só aconteceram a pouco, por causa de greve na universidade. Agora já deixou de ser "bicho" porque vai cursar o 2º ano.

No ano passado, já participou de um campeonato de handebol e pretende entrar no time de voleibol a partir desse ano. Uma coisa boa, é que ela já faz parte da Atlética de Psico e está envolvida no setor de comunicação. Já ajudou a fazer artes para camiseta, abadá e capa para a Fan Page. Ela gosta muito desse trabalho e acho mesmo que tem jeito para publicidade também. Na verdade, ela nasceu e cresceu em meio aos nossos computadores, então é normal que tenha desenvoltura em artes gráficas. Trabalhamos com isso durante um bom tempo em casa anos atrás. Hoje até já usa o meu queridinho Corel Draw (amo de paixão). Para quem sempre preferiu o Photoshop, é uma mudança e tanto.

Sou grata pelo período de férias em que minha filha passou conosco recentemente. Passeamos, assistimos Netflix, fomos à praia, ao cinema, fizemos compras juntas, etc. Foi muito bom para matar um pouco as saudades.


O quarto

Abaixo, foto do quarto dela com o armário vermelho e a escada estante que compramos na Leroy Merlin no período de carnaval. Citei em Descanso e passeios em Londrina.

Quarto


Estante e armário

Voltou essa semana para sua casa porque as aulas já reiniciarão na segunda-feira, dia 17. Nosso almoço de Páscoa teve que ser antecipado.
Quando cito "sua casa", é porque ela mora lá para estudar, mas a casa dela sempre será aqui. Tudo permanece como antes.
Agora é só aguardar uma oportunidade para irmos vê-la novamente.

Meu conselho para você que está em dúvida quanto à escolha da profissão? Não se apresse! Não escolha por escolher. Se necessário, espere um pouco mais e decida com firmeza.


Este post participa da Blogagem Coletiva Semanal #52semanasdegratidão de Elaine Gaspareto, cujo objetivo é valorizar e compartilhar nossas pequenas e grandes alegrias... nossas vivências e aprendizados.




12/04/2017

Meios de comunicação e relacionamentos à distância

Relacionamentos à distância, podem dar certo? Sou prova viva de que sim, pode! O ponto principal para que isso aconteça com sucesso, é que o casal mantenha os sentimentos de respeito e cumplicidade. Em qualquer relacionamento, confiar no outro é fundamental, mas à distância tem um valor maior. A expectativa do próximo encontro é sempre um motivo de uma certa ansiedade e quando acontece, a alegria é imensa. O abraço é mais caloroso e os beijos são mais ardentes.



Casei com um marítimo. Na época, seu cargo era 2º Oficial de Náutica ( piloto de navio) e é lógico que nessa profissão seria quase impossível que ele trabalhasse em terra. Não dava para pilotar prédios.

Já contei como começou o nosso relacionamento, no post Aniversário de Casamento. Depois do primeiro encontro presencial (quando conversamos pela primeira vez), nos falamos somente por telefone e trocamos muitas cartas. Ele fez uma viagem ao Japão e outros países, retornando quase quatro meses depois. 

Antes do surgimento do telefone celular no Brasil, tínhamos poucos meios de comunicação. Quando queríamos nos comunicar com alguém que estava longe, era por carta, telegrama ou telefone fixo. 

Para um marítimo, a carta era endereçada ao agente do navio no exterior. Ela só seria entregue ao destinatário, vários dias e às vezes, até meses depois. O cartão de telefone do exterior para cá, durava pouco, além disso, era muito caro. O telegrama era usado somente em caso de urgência.
Uma outra forma de falar com alguém em um navio, era via Rádio, no Serviço Móvel Marítimo (SMM). Esse serviço permite a comunicação, via rádio, entre uma pessoa em terra e outra que esteja a bordo de uma embarcação, em qualquer parte do mundo, através das estações costeiras. Mas, além de ter um custo altíssimo, anteriormente a ligação demorava muito a ser feita. Não sei se ainda é assim hoje.
Na última vez em que pedi uma ligação para a Santos Rádio, solicitei às 22 horas de um dia e só fui chamada para falar às 6 horas da manhã do dia seguinte. Não tínhamos aparelhos celulares em 1994 e nem torpedos para enviar mensagens. A Internet também não era utilizada por nós brasileiros (foi liberada somente em 1995). Portanto, não tínhamos ainda o correio eletrônico para troca de e-mails e nem navegação.

Então, durante os quase quatro meses que antecederam nosso namoro, nos correspondemos muito por carta. Escrevíamos sobre nosso jeito de ser, sobre nossos gostos e sonhos. Também sobre nossas famílias, nosso trabalho, nossos sentimentos. Trocamos fotos e cartões e até poesia rolou.


Poesia

Eu e meu marido temos todas as cartas que trocamos, bem guardadas. De vez em quando gostamos de ler e relembrar aquele período tão especial em nossas vidas.



Nosso rápido namoro foi semi-presencial, porque ele morava no Rio de Janeiro e teve que resolver vários assuntos por lá, tanto pessoais quanto profissionais.
Após o casamento, embarquei com ele em Santos/SP e desembarquei em Salvador/BA. Ele fez uma viagem ao Japão e outros países da região, passando pela África do Sul sem mim. Retornou ao Brasil somente três meses e meio depois, indo eu ao seu encontro na cidade de Manaus/AM.

Perceberam como foi difícil o contato à distância? Felizmente isso não foi empecilho para nosso relacionamento crescer. Depois disso ele ficou mais cinco anos viajando e pude acompanhá-lo por várias vezes, tanto ao exterior, quanto no Brasil. Mas havia os períodos em que ficávamos separados, embora unidos pelos nossos sentimentos, pelo coração.

Nesse período, tive meus "bad days" em que chorei muito. As pessoas próximas, mesmo sabendo de sua profissão, me perguntavam dele e quando voltaria. Isso me doía e às vezes preferia ficar só em casa sem ver ninguém. Mas a tristeza passava, principalmente quando recebia alguma cartinha ou telefonema

Mas, e se fosse nos dias de hoje? Ah, com certeza seria muito mais fácil! Naquela época, não tínhamos a internet e suas múltiplas possibilidades. Todas as ferramentas tecnológicas de comunicação facilitam e muito a vida de pessoas com essa profissão. Aliás, facilitam a vida de todos nós.


Muitos aspectos da vida social, profissional e pessoal foram afetados pelas novas tecnologias. Desta forma, não há como pensar as relações entre as pessoas [...] sem a mediação dos meios rápidos de informação, tais como e-mail, mensagens instantâneas, torpedos, blogs, redes sociais, pastas com arquivos comuns, celulares, câmeras fotográficas e outras ferramentas presentes na era digital. - Portal Educação

Se você está num relacionamento à distância, não desanime! Pode dar certo ou não, como os relacionamentos de pessoas que estão sempre juntas fisicamente.



09/04/2017

Páscoa, momento de gratidão

Páscoa

Sinto gratidão por tudo o que tenho e não me refiro somente a coisas materiais. Refiro-me também aos bons sentimentos, à alegria de viver e por aceitar a mim mesma, exatamente como sou. 

"Se você se concentrar no que você não tem, você nunca,
nunca tem o suficiente." Oprah Winfrey

Nunca almejei riquezas, sempre desejei ter o suficiente para viver. De conforto eu gosto, mas luxo nunca me atraiu, nunca corri atrás disso. No entanto, posso dizer que Deus me concedeu e tem concedido muito além do que pedi ou pensei.

O que eu sempre quis na vida, de verdade? Amar e ser amada. Para mim essa é uma das maiores riquezas que se pode almejar. Um dia desejei e orei por isso e sou muito amada. Amada por Deus, por mim mesma, pelo meu marido (que além de me amar, mostra-se sempre muito apaixonado), por minha filha, por meus familiares e por meus amigos. 

Quando enfatizo que sou amada por mim mesma, é porque nem sempre foi assim. Houve época em que até me odiava e queria ser diferente.
Achava meus seios grandes demais e queria ter cabelos lisos. Me achava feia e detestava a forma como me vestia (nunca nada era bom o suficiente). Além de me sentir sempre mal vestida em todos os lugares, achava meu pé grande demais (calço 39 e não tenho nem 1,60m). Tudo isso era só na aparência. Era uma complexada! Dos 14 aos 20 anos, sofri muito com essas coisas.

Mas o pior em mim era meu interior. Eu não amava a Deus, não amava minha família, odiava minha mãe, tinha muita maldade no coração, me achava burra, não me valorizava e me deixava ser vista como um objeto.
Eu simplesmente ignorava o amor de Deus e de minha família por mim. Era revoltada com minha mãe por ter muitos filhos e em virtude disso vivermos uma vida difícil financeiramente. A falta de amor, me cegava. 

Um dia tive um encontro com Deus. Reconheci o sacrifício que Seu Filho fez por mim. Sei que nem todos acreditam, mas eu acredito que Jesus é o Filho de Deus! Abri meu coração para Ele e meu interior começou a mudar.
Meu coração se encheu de amor por minha mãe e minha família.  Passei a me valorizar, entendi que não era burra e que não deveria ser tratada como objeto. Tudo isso só foi possível porque, por estar infeliz, busquei ajuda espiritual. 

A Páscoa cristã passou então a fazer sentido para mim. Mais do que comer chocolates (o que é muito bom!), entendi que posso ser feliz sempre, porque alguém já levou minhas culpas. Ele sofreu, para que eu fosse feliz.

Depois de um tempo, passei a aceitar meu corpo como era, sem complexos. Só quem é complexado, pode entender a que me refiro. A gente só pensa naquilo que considera como "defeito" em si mesmo. Além disso, quem é complexado, acha que os outros só enxergam exatamente aquele "defeito". 

A maturidade permite que você tire os olhos de si mesmo e enxergue mais o próximo. Percebe que nem tudo gira ao seu redor e nem tudo é por sua causa. A gente se torna mais altruísta e empático com o passar do tempo. 
A insegurança de sempre achar-me a mais mal vestida em qualquer lugar, foi-se (demorou!), assim como veio a aceitação do meu cabelo como é (isso é recente). Tudo foi acontecendo aos poucos.

Com a maturidade, também comecei a dar valor a outras coisas que não considerava importantes quando mais nova. Estar sempre ao lado de minha família (marido e filha) tornou-se prioridade. Curtir meus irmãos e mãe é outra prioridade, assim como meus amigos. 

Desejo que você seja feliz consigo mesma(o) e que ame aqueles que estão ao seu redor. Que Deus te abençoe. Apegue-se a Ele! Ele dá forças ao que está cansado e dá sabedoria àqueles que pedem.

Sou grata! Sou grata!
Feliz Páscoa!



Este post participa da Blogagem Coletiva Semanal #52semanasdegratidão de Elaine Gaspareto, cujo objetivo é valorizar e compartilhar nossas pequenas e grandes alegrias... nossas vivências e aprendizados.



06/04/2017

Pollyanna - Resumo e Impressão de Leitura


Você já ouviu a frase: seja como Pollyanna? Eu já!

Pollyanna - o livro
Quando a tristeza nos abate, normalmente ficamos acabrunhados, tristes e sem muito ânimo. Pollyanna era uma menininha de onze anos que sempre conseguia ver o lado bom de tudo. Ela nunca se deixava abater e quando isso estava prestes a acontecer, praticava um estranho jogo inventado por seu pai.
Li esse livro pela primeira vez, ainda na minha adolescência e reli algumas vezes. Atualmente tenho uma adaptação de Júlio Emílio Braz. A versão é ilustrada e em minha opinião, atrai mais o público infantil.

Traduzida por Monteiro Lobato, Pollyanna é uma novela de Eleanor H. Porter, publicado em 1913. É considerado um clássico da literatura infanto juvenil, embora normalmente desperte o mesmo encanto nos adultos.

Resumo do livro Pollyanna


Os pais da Senhorita Polly já haviam morrido e ela era uma moça solitária. Recebe a notícia de que vai ter que receber uma sobrinha, Pollyanna. Sentiu um pouco de medo em recebê-la, porque era uma estranha. Reservou para ela um quartinho no sótão de sua casa, apesar de ter vários quartos confortáveis disponíveis. Não foi buscá-la na estação, enviou dois empregados para fazê-lo.
A menina, quando chegou, foi logo tagalerando muito sobre sua mala novinha, seu vestido xadrez, etc. Estava curiosa em saber se a casa ficava longe dali e achou que a empregada, Nancy, fosse sua tia. Decepcionou-se um pouco. Falou, contou e perguntou muitas coisas até entrarem na casa.
Abraçou sua tia pelo pescoço e essa livrou-se de seu abraço. Assustou-se quando a tia a proibiu de falar sobre o pai. Sua mãe havia se casado com um missionário, contrariando o desejo da família. Conheceu seu quarto e um pouco decepcionada, viu que não tinha cortinas ou quadros, apenas paredes vazias e assustadoras. Tinha cacarecos por todos os cantos.
Apesar disso, ficou feliz por não ver suas sardas num espelho, por ver pela janela a torre da igreja, as árvores e o rio, e na outra janela respirar o ar puro que vinha do jardim. Nancy achava estranho ela estar sempre contente com tudo que lhe estava acontecendo.
Então, Pollyanna contou a Nancy sobre o jogo do contente. Disse que seu pai lhe havia ensinado. A ideia é ver um ponto positivo em tudo de ruim que possa estar acontecendo. A tristeza por não conseguir algo desejado era deixada de lado, ao olhar para o que havia conseguido. Nancy quis praticar o jogo junto com ela. Apesar disso, Pollyanna chorou quando estava sozinha, pela escuridão, o silêncio e a solidão do quarto. Impossível praticar o jogo. Sua tia só pensava nos deveres e suas ordens tinham que ser obedecidas imediatamente.
O livro é envolvente, porque Pollyanna vai demonstrando muito amor pelas pessoas que conhece na cidade. Além disso, consegue ajudar algumas pessoas, tirando-as de suas tristezas.

A menina sofre um atropelamento e ao ficar de cama, recebe a visita de muita gente. Sua tia descobre que ela havia feito muitos amigos. A menina continuava alegre. Dizia que era melhor quebrar a perna do que ser doente como uma senhora da cidade que nunca saía da cama. Todos que a visitavam, falavam sobre o jogo com carinho e gratidão. Quando a cidade quase perde a sua habitante mais querida, é que tia Polly, entende a importância do amor e da esperança.
Depois de um tempo, Pollyanna volta a andar e promete que nunca mais perderia tempo andando de carro. Queria andar só a pé, com os próprios pés e pernas.

Bem, agora todos sabem que é daí que vem o costume de chamar uma pessoa muito otimista de Pollyanna.
Um livro bom de se ter em casa, para reler de tempos em tempos. Vale como lição de vida.
Vale também procurar nas livrarias para ter ou dar de presente, pois é um clássico para todas as idades.

Curiosidades:

Em 1920, foi lançado o primeiro filme baseado no livro, um clássico do cinema mudo. Em 1960, foi lançado o segundo filme.
Em 2016, o SBT anunciou a adaptação da obra com o nome Poliana, que será escrita por Íris Abravanel.
Na programação neurolinguística, o livro é utilizado como treinamento de "ressignificação de conteúdo".
Se quiser, leia o livro:  versão em inglês.
Fonte: Wikipédia